• O Violoncelo

    Chorai arcadas
    Do violoncelo!
    Convulsionadas, Pontes aladas
    De pesadelo…
    De que esvoaçam,
    Brancos, os arcos…
    Por baixo passam,
    Se despedaçam,
    No rio, os barcos.
    Fundas, soluçam
    Caudais de choro…
    Que ruínas, (ouçam)!
    Se se debruçam,
    Que sorvedouro!…
    Trêmulos astros,
    Soidões lacustres…
    Lemes e mastros…
    E os alabastros

    Dos balaústres!
    Urnas quebradas!
    Blocos de gelo…
    Chorai arcadas,
    Despedaçadas,
    Do violoncelo.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

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Coimbra

Ontem fomos à Coimbra, cidade onde D. Pedro e Inês viveram seu famoso romance, documentado por Camões nos “Os Lusíadas”, visitamos a fonte onde ela foi assassinada e o lugar onde D. Pedro foi chorar suas lágrimas de saudades, aliás, um dos lugares mais bonitos da cidade, chamado de “Penedo da saudade”, o mirante virou ponto de encontro de poetas e românticos….e ladrões de bolsas.
Fomos ainda no jardim botânico, muito bonito mas um pouco estragado pela umidade, como tem umidade neste lugar, as vezes abro o cello e ele parece estar chorando, será de emoção ou de desgosto?? A universidade, uma das mais antigas da Europa, também é lindíssima, mas segundo um conhecido, tirando os cursos de direito, medicina e letras, ela hoje vive mais pela fama do que pela qualidade, sei lá!
Ainda visitamos a Sé velha (templo romântico de 1162!!) e seu jardim claustro-gótico, uma feira de antigüidades – ouvi o Manuel da barraquinha de vinil dizer pro Joaquim que o primeiro disco que ele vendeu na vida foi a “Ópera do Malandro”, o rio Mondego, um mini-autódromo, a igreja de Santa Clara… Muita ladeira de pedra, muitos becos que por muitas vezes me lembraram a Bahia, onde nunca fui.
Andamos, como andamos!!!
Só sei que na volta, o Ed Motta dentro do meu MP3 parecia canção de ninar e Aveiro chegou em um minuto.

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