• O Violoncelo

    Chorai arcadas
    Do violoncelo!
    Convulsionadas, Pontes aladas
    De pesadelo…
    De que esvoaçam,
    Brancos, os arcos…
    Por baixo passam,
    Se despedaçam,
    No rio, os barcos.
    Fundas, soluçam
    Caudais de choro…
    Que ruínas, (ouçam)!
    Se se debruçam,
    Que sorvedouro!…
    Trêmulos astros,
    Soidões lacustres…
    Lemes e mastros…
    E os alabastros

    Dos balaústres!
    Urnas quebradas!
    Blocos de gelo…
    Chorai arcadas,
    Despedaçadas,
    Do violoncelo.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

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Aveiro: fume a vontade

Logo quando cheguei, duas coisas me chamaram a atenção: a beleza do centro da cidade, suas vielas com seus cafés e frutarias, os prédios com suas roupas na janela a secar, a tão famosa ria – o cartão de visitas da cidade – cheia de peixes e com suas “gôndolas” a lá Veneza; era o final do verão, o sol ainda tinha alguma força, mas também tinha o vento amigo que ajudava aliviar o calor, hoje o sol já está com a bateria arreada e o vento, agora “mui amigo”, continua com a mesma força, queimando nossas orelhas e narizes. E para qualquer canto que se olhava lá estavam as excursões de turistas de terceira idade, todos com sorrisos de realização, chapéus e seus inseparáveis colares de NIKONS e CANONS, que se deus quiser um dia hei de te las…E a outra coisa que me chamou a atenção foi o cigarro. Como tem fumante nesta cidade!!! Para qualquer lado que você olha tem uma rodinha cheia de fumaça. No começo fiquei tão impressionado, que cheguei a dizer que 50% da população aveirense era fumante, hoje, após alguns meses e pra não cometer nenhuma injustiça com a malta (pessoal, people…) portuguesa, digo que mais de 60% das pessoas fuma. E isso sem contar aqueles que já fumaram ou aqueles que fumam apenas pra fazer graça durante as baladinhas de quinta-feira na praça do peixe.
Segundo um conhecido, é impossível você entrar ou sair de um prédio público sem levar uma baforada na cara, no DECA (departamento de comunicação e arte – onde eu estudo) por exemplo, eles parecem fazer uma espécie de revezamento de forma que o cinzeiro ao pé da porta só fica sozinho quando o departamento fecha. São homens, mulheres, professores, alunos, funcionários, visitantes, velhos, jovens, muito velhos, muito jovens, todos. E o que mais me impressiona, é a quantidade de instrumentistas de sopro que freqüenta a porta do departamento (será que se trata de um pré-requisito pra poder entrar na banda da universidade?), não que eu nunca tivesse visto nenhum trompista ou clarinetista fumando em São Paulo, pelo contrario, conheço músicos da OSESP que fumam muito, mas aqui é diferente. Tem até um moleque flautista que me lembra muito um maestro que tive em Tatuí, digo pela aparência e não pelo talento, e toda vez que o vejo fumando tenho vontade de chegar nele e dar um “pedala” pra ele largar de ser tonto, o problema é que se eu fizer isso é capaz da cabeça sair rolando, de tão fraco e esquelético. Outro dia a Santayana – flautista gaucha que nós conhecemos aqui e que infelizmente teve que voltar – me disse que a explicação que o professor dela dava, é que por eles (instrumentistas de sopro) terem o pulmão muito mais desenvolvido eles fumavam para manter o pulmão no mesmo nível de uma pessoa normal. Só em Portugal mesmo!!! Mas não tem jeito, aqui até professor de Tai Chi Chuan fuma freneticamente, temos que nos acostumar, eles são assim e pronto.
Já ouvi muitas historias de pais que molham as chupetas dos filhos em bebidas alcoólicas e tal, será que aqui eles salpicam tabaco nas papinhas?
Só sei que se no encontro de Copenhagen tivesse sido estabelecido que a população de Aveiro fosse obrigada a reduzir o consumo de cigarro pela metade, a reunião já teria sido um sucesso e o Planeta e a camada de Ozônio respirariam mais aliviados.

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Uma resposta

  1. Gente! eu hoje chego a conclusão que a genética é realmente uma ciência poderosa!!! Quando meu filho Pedro escreveu no seu blog suas considerações sobre o povo africano e sua experiência por lá, pensei que talvez fosse a emoção e a saudade que o inspirasse… Agora, lendo o meu outro querido filho escrever, chego a conclusão… SÃO MEUS FILHOS MESMO! Sempre levei a fama de saber me comunicar com as letras mas vejo que muito tem a aprender com vocês, meus amores. Das duas uma: ou tive alguma coisa a ver com essa linda forma de escrever ou… o gen é forte… bjos.

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