• O Violoncelo

    Chorai arcadas
    Do violoncelo!
    Convulsionadas, Pontes aladas
    De pesadelo…
    De que esvoaçam,
    Brancos, os arcos…
    Por baixo passam,
    Se despedaçam,
    No rio, os barcos.
    Fundas, soluçam
    Caudais de choro…
    Que ruínas, (ouçam)!
    Se se debruçam,
    Que sorvedouro!…
    Trêmulos astros,
    Soidões lacustres…
    Lemes e mastros…
    E os alabastros

    Dos balaústres!
    Urnas quebradas!
    Blocos de gelo…
    Chorai arcadas,
    Despedaçadas,
    Do violoncelo.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

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“O que é arte?”

Li esse trecho no blog do Neny (http://labittencourt.wordpress.com/2010/03/08/arte-em-musica/#comments) um daqueles que ainda usa o blog, gostei muito. Resolvi “roubar”.

“A literatura está atafulhada com tentativas desesperadas em responder à questão “o quê é arte?”. Esta questão, muitas vezes irremediavelmente confundida com a questão “o que é boa arte?”, é crucial no caso da arte encontrada – a pedra apanhada na entrada da garagem e exposta num museu – e agrava-se anda mais pela promoção das chamadas arte ambiental e arte conceptual(…)Nos casos cruciais, a verdadeira questão não é “quais os objectos que são (permanentemente) obras de arte?” mas “quando um objecto é uma obra de arte?”(…) A pedra não é nenhuma obra de arte enquanto está na entrada da garagem, mas pode ser tal quando exposta num museu de arte. Na entrada da garagem, ela não realiza habitualmente nenhuma função simbólica. No museu, ela exemplifica algumas de suas propriedades – e.g., propriedades de forma, cor, textura. (…)As coisas funcionam como obras de arte apenas quando o seu funcionamento simbólico tem certas características. A nossa pedra, num museu de geologia, assume funções simbólicas como amostra de pedras de um determinado período, origem ou composição, mas não está a funcionar como obra de arte.”

extraído de Goodman, Nelson (1995) Modos de fazer mundos. Porto, Edições Asa.

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