• O Violoncelo

    Chorai arcadas
    Do violoncelo!
    Convulsionadas, Pontes aladas
    De pesadelo…
    De que esvoaçam,
    Brancos, os arcos…
    Por baixo passam,
    Se despedaçam,
    No rio, os barcos.
    Fundas, soluçam
    Caudais de choro…
    Que ruínas, (ouçam)!
    Se se debruçam,
    Que sorvedouro!…
    Trêmulos astros,
    Soidões lacustres…
    Lemes e mastros…
    E os alabastros

    Dos balaústres!
    Urnas quebradas!
    Blocos de gelo…
    Chorai arcadas,
    Despedaçadas,
    Do violoncelo.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

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Aula

Ontem fui até Espinho fazer uma aula com um cara, que pra me explicar uma “simples” mudança de posição, me disse: “A solidariedade é o único remédio para o mundo!”. Isso fez com que eu desligasse minha concentração durante alguns minutos e me pus a pensar no grau de “poeticidade” e “artisticidade” de uma pessoa. Por que ele não disse simplesmente para levantar um pouco mais o cotovelo, que  iria ajudar  meu quarto dedo a chegar na posição corretamente? (Isso é o que todos meus antigos professores me falariam: “Levante um pouco o cotovelo…”). Será que isso se aprende? Se treina? Nessa hora, por nunca ter pensado dessa forma, me senti um pouco um violoncelista de escritório, um mero burocrata das notas e rítmos.

Sei que os pés no chão é algo necessário mas que espécie de artista serei eu se não conseguir fazer com que na minha lata venha caber o incabível?

Vou pensar nisso!

Justiça seja feita: o Kubala, meu professor nos tempos da universidade, certamente disse coisas tão bonitas quanto o Romain, pena que não soube aproveitar.

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