• O Violoncelo

    Chorai arcadas
    Do violoncelo!
    Convulsionadas, Pontes aladas
    De pesadelo…
    De que esvoaçam,
    Brancos, os arcos…
    Por baixo passam,
    Se despedaçam,
    No rio, os barcos.
    Fundas, soluçam
    Caudais de choro…
    Que ruínas, (ouçam)!
    Se se debruçam,
    Que sorvedouro!…
    Trêmulos astros,
    Soidões lacustres…
    Lemes e mastros…
    E os alabastros

    Dos balaústres!
    Urnas quebradas!
    Blocos de gelo…
    Chorai arcadas,
    Despedaçadas,
    Do violoncelo.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

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0006 – Ellington at Newport – Duke Ellington

Muito curiosa a história deste álbum, ele tocou no festival de Newport, quando descobriram que a gravação não tinha ficado boa, mandaram o Duke para um estúdio para regravar o show inteiro, com palmas e tudo.

Acho que se o disco, que é duplo, só tivesse a deliciosa Tea for Two, já valeria a pena.

aqui: http://nobrasil.org/0006-duke-ellington-ellington-at-newport/

Você já foi à Madri, nega? Não? Então vá!

Talvez não tenha vatapá e nem caruru mas tem uma riqueza de espírito que até hoje nunca tinha visto, e se quer imaginado. Todo bem que meu passaporte não é lá muito rodado, das grandes cidades do mundo, conheço: São Paulo, e…é…Lisboa?? Nem sei se no âmbito mundial Lisboa é considerada uma grande cidade, apesar de que eu viveria muito bem e feliz por lá, mas com certeza Madri vai ser um dos melhores lugares que já tive a felicidade, graças a Ryanair que nos cobrou apenas 20 euros ida e volta, de ir.

Chegamos em dia de batalha, certamente a maior do mundo: Real X Barcelona onde o ingresso mais baratinho, aquele atrás do gol onde você não tem noção nenhuma do que acontece no resto do campo, estava na casa dos 600 euros (trinta viagens de ida e volta do Porto à Madri). E por isso a cidade fervia mais que o normal.

Fomos pra ficar na casa da Letícia que nos levou pra ver o jogo num bar de italianos onde não aconteceu nada de mais, gente com camisa do Real, outros com a do Barcelona, UM com a do tricolor paulista, muito aperto, muita gente nem aí pro jogo, mas só por estar vendo um Real X Barça num bar em plena capital espanhola, já pareceu ter sido um dos melhores jogos da minha vida, melhor que esse, só os do São Paulão. Na volta do bar, após a vitória dos catalões, um maluco se desgarra do seu grupo, vem correndo em nossa direção meio que tentando abrir o ziper do seu agasalho, saca um canivete e grita: Passa a bolsa, a carteira e os celulares!! Rápido rápido!!! isso facilmente teria acontecido se estivéssemos em São Paulo, mas como estávamos em Madri,  ele abriu o blusão, e lá estava ela: uma camisa toda listrada em vermelho, preto e branco, igualzinha a minha, que ganhei do Nando, meu tio, especialmente pra ver o São Paulo ser campeão da Libertadores de 2005. Nos abraçamos e pulamos como amigos de infância em pleno centro de Madri. E o “É TRICOLOR!! É TRICOLOR!!” ecoou durante alguns minutos, alegrando a madrugada dos madrilenhos da região. Mal sabiamos que no dia seguinte o Santos iria azedar nossa alegria. Mas como estava onde estava, meu mau humor de (raro)perdedor durou apenas alguns minutos.

Me desculpem a falta de modéstia, mas a placa de “andarilhos do mês” tem que ser nossa. Como andamos! Apesar da cidade possuir “apenas” 11 linhas de metrô, preferimos fazer tudo a pé, e graças a Deus estávamos muito bem equipados, eu com um All Star e a Mica com uma Bota que deve ter custado algo em torno dos 30 reais, já deu pra imaginar? Se meu calcanhar falasse, certamente a orelha da minha mãe estaria em chamas. Mas tivéssemos que ir de metrô a todos os lugares, primeiro, haja dinheiro, pois o custo de vida lá é muito fora dos nossos padrões, e segundo, iríamos conhecer os túneis e não as ruas e avenidas. A cada esquina tem uma estação, é impressionante.  Acho que é por isso que São Paulo, que é bem maior que Madri, tem apenas (sem as aspas) 4 linhas de metrô, é uma forma de incentivar os trabalhadores a conhecer as ruas muito bem arborizadas, as largas avenidas com seus jardins e fontes, parques, praças…

Acordamos e logo fomos desfrutar um típico café da manhã madrilenho: chocolate quente com churros! Que delícia! E diferente do churros brasileiro, lá ele é bem fininho e não tem recheio (os churros que comemos no Brasil, lá são porras, e é muito estranho chegar no balcão e dizer: Uma porra por favor.) e assim como se tem o hábito de mergulhar o pão com manteiga no café com leite, eles encharcam o churro com chocolate…humm.

Seguimos para uma feira, que mais parecia a 25 de março de tanta gente, que tinha tudo, desde pequenos souvenirs até extensão de tomada, ela se chama Feira do Rastro – pelo que entendi, de chama rastro porque fica em uma ladeira, e por ela escorria o sangue dos ursos mortos pelos caçadores…se alguém tiver curiosidade e tempo para pesquisar se isso é verdade ou lenda, faça e depois me conte.

Como diferenciar manifestação artística de charlatanismo? Essa é uma pergunta que nem sempre é muito fácil de ser respondida. Tinha uma maestro, que sempre que eu assistia seus concertos, vibrava com sua performance, não via a hora de trabalhar com ele…e esse dia chegou. Uma decepção. Charlatanismo total, a mais pura encenação. E agora, parando para pensar, acho que todos os músicos de orquestra, inclusive eu, quando temos que tocar qualquer peça que não nos agrada, e por causa disso tocamos tudo burocraticamente, não será charlatanismo barato? Enfim…um vício que temos que combater. Voltando, desde a entrada no mercado de pulgas até o fim do dia, perdi a conta de quantos artistas e picaretas tentaram nos levar um troco, e minha vontade era dizer: Estoy en el mismo barco!! Estátuas vivas, tocadores de taças de cristal, banda de mexicanos, violinistas, acordeonistas, homens sem cabeça, mickeys, bob esponjas, caricaturistas, saxofonistas, fotógrafos com lambe-lambes, teatro de bonecos, realejos…o único que conseguiu tirar quatro moedas do meu bolso, e talvez o mais migué, foi um ser que estava em baixo de um sol escaldante, com uma fantasia de gorila com malária, sentado em cima de um alce de mentira e segurando um guarda-chuva oriental, ou seja, nada com nada. Deu até dó, mais ainda de imaginar a cara dele ao ver nossos quatro centavos dentro de sua lata vazia.

Passeamos muito, conhecemos praças e monumentos maravilhosos, visitamos o jardim botânico, remamos no lago do parque principal, fomos em uma galeria de arte – que aliás tinha uma exposição de fotos deixaria Hitler com nó na garganta, mulheres paquistanizas que por um motivo ou outro foram castigadas com ácido no rosto – , e o famoso Museu do Prado, que por um erro de logística, gastamos duas horas e tanto vendo os renascentistas e poucos minutos para o resto,  mas mesmo assim fiquei maravilhado. Faltou entrar no Palácio Real, no Reina Sofia, Santiago Bernabeu e Arena dos Touros (sem os ditos cujos, claro) mas fica para a próxima.

É isso, Madri é uma cidade fabulosa. Cosmopolita.

Ah…não vimos nenhuma “cigana Carmen”, não vimos nenhuma apresentação de flamenco e vimos manifestação popular parando o trânsito, e muitos chineses, eles com certeza vão dominar o mundo!

Você já foi à Madri, nega? Não? Então vá!

o Sacha

Zyg

grande músico

Zygmund Kubala

Audição

uma das muitas audições da minha primeira passagem pelo cello.

Minha amada

Eu e a Mica no ano novo

Doug Kier

Devo muita coisa a esse cara!

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